El Escorial

Maio 1, 2007

 Asfalto:     Panorama:     Segurança:  

2⇄   È 100%    8:30 (Seg)   õ =0   ä =0

4  Valle de los Caídos (M-600)

<  (Alto de la Cruz Verde)

; (Embalse de Valmayor)

P  (M-600 / M-505 / Carretera de Avila)

65 kms

Os Movimentos Concêntricos regressaram a terras dos Borbón, depois de volvidos cinco anos desde que muito pedalaram na comunidade de Castilla y León. De esses saudosos quilómetros de prazer, os Movimentos Concêntricos recordavam com especial acuidade as prazenteiras paisagens, de extraordinária pureza e limpeza, a irrepreensível qualidade dos asfaltos, a gratificante predisposição dos automobilistas para partilhar a estrada com ciclistas, isolados ou em grupo, e também, raios parta, o rigorosíssimo frio, em virtude de terem os Movimentos Concêntricos somado 2.000 kms nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro de 2002.

Tinham, desde então, os Movimentos Concêntricos, o firme propósito de voltar a pedalar em Espanha. A primeira oportunidade surgiu na sequência de um contacto com o clube de ciclismo de Chamartín. De grande hospitalidade, os ciclistas madrilenos prontamente nos convidaram para uma saída de domingo com perspectivas de trajectos muito aliciantes. Uma frustrante surpresa no checklist, detectada tarde demais na noite de sábado, não permitiu a comparência no domingo. ¡Qué mala racha!

Mais vale tarde que nunca. Saímos rumo à Sierra de Guadarrama no dia seguinte, uma segunda feira de ponte entre feriados madrilenos, e atrevemo-nos, em solitário, pelas estradas rumo ao El Escorial. Cedo nos juntámos a um jovem ciclista local, José Ramón, que foi amável a ponto de apadrinhar os Movimentos Concêntricos e de nos guiar pelas melhores estradas da riquíssima região. Acabámos por completar perto de 70 kms graças à hospitalidade de José Ramón (¡que al final, somos ibéricos!).

Desde o âmago do pragmatismo característico dos Movimentos Concêntricos, avesso a superstições dilatórias, decidimos estacionar o carro à saída da auto-estrada A-6 que nos trouxe desde Madrid, no Cementerio del Escorial, junto à entrada para o Valle de los Caídos. O parque é recatado e está mesmo ao lado da estrada por onde propomos que se comece a rota. Desde aí desça-se até San Lorenzo de El Escorial, pela M-600 (as M são as estradas nacionais em Espanha). Nas várias rotundas da vila terá oportunidade de seguir a direcção da Carretera de Avila,(M-505), que brinda o ciclista com uma subida de forte percentagem, que começa aqui, até ao Alto de la Cruz Verde, que leva até ao pueblo de Zarzalejo. Depois começa uma descida longa e sinuosa, excelente para apreciadores, até Pajares e depois Peralejo. Na rotunda de Peralejo, vire-se à direita, novamente na direcção de El Escorial. Tínhamos tempo e vontade de sobra, por isso José Ramón insistiu para nos mostrar as vistas do Embalse de Valmayor, uma bonita grande barragem ali perto. Mais convidativo a montanhistas apeados do que ciclistas, o cenário envolvente da barragem é bonito e tem muito para conhecer. Como de resto tem a região do El Escorial, onde não satisfizemos toda a curiosidade que lá nos levou.   

A região tem tradição de ciclismo a rodos, e é habitat natural dos melhores profissionais do ciclismo espanol, desde as actuais estrelas aos mais adorados veteranos. Dizia José Ramón que é usual que os automobilistas reduzam a velocidade à passagem, e olhem com atençao para quem ultrapassam, para a eventualidade de reconhecerem uma dessas estrelas. Não passámos por nenhum canino, e felicitamos os espanhóis por saberem fechá-los nas propriedades!

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